Análise discriminante (discriminant analysis): o que é, LDA e QDA

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Atualizado em 19/10/2026: texto refeito: definição direta de análise discriminante, diferença entre a linear (LDA) e a quadrática (QDA), suposições, uso para reduzir dimensões e comparação com a regressão logística, com fontes; saíram parágrafos genéricos e repetidos. Como conferimos os dados

A análise discriminante (em inglês discriminant analysis) é uma técnica estatística de aprendizado supervisionado que classifica uma observação em um de vários grupos já conhecidos, a partir de variáveis numéricas. Ela monta funções (as funções discriminantes) que separam os grupos o máximo possível e usa essas funções para decidir a qual grupo um caso novo pertence.

Como funciona

  • Dados rotulados: parte-se de exemplos cujo grupo já é conhecido (por exemplo, flores de três espécies medidas em comprimento e largura de pétala e sépala).
  • Modelo de cada grupo: a técnica supõe que, dentro de cada grupo, as variáveis seguem uma distribuição normal (gaussiana) e estima a média e a matriz de covariância de cada grupo.
  • Decisão: um caso novo vai para o grupo com maior probabilidade, combinando essas distribuições com a proporção de cada grupo nos dados (pelo teorema de Bayes).

A ideia vem de Ronald Fisher, que em 1936 propôs uma combinação linear das medidas para separar espécies de íris; esse conjunto de dados virou um dos exemplos mais usados em estatística e aprendizado de máquina.

Análise discriminante linear (LDA) x quadrática (QDA)

Linear (LDA)Quadrática (QDA)
Suposição sobre a covariânciaa mesma matriz para todos os gruposuma matriz para cada grupo
Fronteira entre os gruposreta (plano, em mais dimensões)curva (quadrática)
Parâmetros a estimarmenos; funciona melhor com poucos dadosmais; precisa de mais exemplos por grupo

Quem busca “o que é análise discriminante linear” quer, quase sempre, a LDA: é a versão mais usada. A QDA é a alternativa quando os grupos têm dispersões muito diferentes. A discriminante linear de Fisher chega a uma projeção equivalente à da LDA por outro caminho: procura a direção que maximiza a distância entre as médias dos grupos em relação à variação dentro de cada grupo.

Também serve para reduzir dimensões

A LDA pode projetar os dados num espaço menor que preserva a separação entre os grupos, com no máximo (número de grupos − 1) dimensões. É uma redução de dimensionalidade supervisionada; a PCA, ao contrário, ignora os rótulos e só busca as direções de maior variância.

Quando usar e quando não

  • Bom quando: as variáveis são numéricas, os grupos são razoavelmente bem separados e a suposição de normalidade não está muito longe da realidade. O modelo é rápido, tem solução fechada e é fácil de interpretar.
  • Cuidado quando: há variáveis categóricas, valores extremos (outliers) fortes ou distribuições muito assimétricas. Nesses casos a regressão logística, que não supõe normalidade das variáveis, costuma ser a escolha mais segura.
  • Parente próximo: o Naive Bayes gaussiano também usa distribuições normais por grupo, mas trata cada variável como independente das outras.

Termos relacionados

Fontes (conferidas em 14/10/2026): scikit-learn: Linear and Quadratic Discriminant Analysis · Wikipédia (inglês): Linear discriminant analysis · Wikipédia (inglês): Iris flower data set

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